{"id":1074,"date":"2026-07-26T20:48:31","date_gmt":"2026-07-26T23:48:31","guid":{"rendered":"https:\/\/magru.com.br\/web\/?p=1074"},"modified":"2026-07-26T20:48:31","modified_gmt":"2026-07-26T23:48:31","slug":"o-tamanho-dos-navios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/magru.com.br\/web\/o-tamanho-dos-navios\/","title":{"rendered":"O tamanho dos navios"},"content":{"rendered":"<p>Uma reportagem do jornal O Estado do ano de 1977 d\u00e1 uma boa ideia de como os navios foram mudando de tamanho nos \u00faltimos anos. Segundo essa reportagem, tr\u00eas navios que rec\u00e9m sa\u00edram dos estaleiros, portanto, contavam com o que tinha de mais moderno na constru\u00e7\u00e3o naval da \u00e9poca, mediam entre 145 e 171 metros.<\/p>\n<p>Lembro, quando rep\u00f3rter do Jornal de Santa Catarina em Itaja\u00ed, no final da d\u00e9cada de 1980, quando o editor de econ\u00f4mica em Blumenau colocou o t\u00edtulo de \u2018navio-monstro\u2019 a um navio com mais de 200 metros de comprimento que atracou no Porto de Itaja\u00ed. Ele considerou o navio gigantesco e deu manchete de capa.<\/p>\n<p>Mas, demorou pouco tempo para estes navios tamb\u00e9m serem considerados pequenos, porque os navios rapidamente conhe\u00e7aram a medir 300 metros. O primeiro a superar essa marca foi o navio \u2018MV Ever Laurel\u2019 que atracou em Itaja\u00ed no dia 01 de junho de 2020. Ele \u00e9 integrante de uma nova era na navega\u00e7\u00e3o: a Era do Containeres.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-1075\" src=\"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/756779647_2272410080227861_3624098256153208285_n-300x270.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/756779647_2272410080227861_3624098256153208285_n-300x270.jpg 300w, https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/756779647_2272410080227861_3624098256153208285_n-1024x920.jpg 1024w, https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/756779647_2272410080227861_3624098256153208285_n-768x690.jpg 768w, https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/756779647_2272410080227861_3624098256153208285_n-1170x1051.jpg 1170w, https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/756779647_2272410080227861_3624098256153208285_n.jpg 1323w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Carga geral<\/p>\n<p>Os navios de carga geral foram deixados de lado e, atualmente, apenas um navio pode carregar at\u00e9 6 mil containeres. Tamb\u00e9m ficou de lado as estadas longas dos navios nos terminais, tornando normal o navio permanecer no m\u00e1ximo um dia atracado. No tempo antigo, principalmente nas cargas gerais com maior dificuldade de embarque (madeira, caf\u00e9, a\u00e7\u00facar e frango, &#8230;) o navio podia ficar at\u00e9 15 dias atracado, fazendo com que a marujada se espalhace pela vida bo\u00eamia da cidade.<\/p>\n<p>Os menores navios eram os de cabotagem (que faziam apenas os portos internos do Brasil) e as chatas argentinas (que vinham buscar madeira). O Anunciata Ramos, da Narsa \u2013 Navega\u00e7\u00e3o Ant\u00f4nio Ramos \u2013 de Itaja\u00ed, tinha menos de 80 metros de comprimento e largura de menos de 13 metros. Trazia sal do norte. S\u00f3 para comparar, o navio porta-cont\u00eaineres \u2018CMA CGM Amaz\u00f4nia\u2019, que atracou no Terminal de Itaja\u00ed em outubro de 2024, media 336 metros de comprimento, tendo 51 metros de largura (boca).<\/p>\n<p>Visitas aos domingos<\/p>\n<p>Apesar do Porto de Itaja\u00ed ter sido constru\u00eddo com muros altos, ultrapassar seus port\u00f5es para uma visita dominical era tradi\u00e7\u00e3o de fam\u00edlia. Meu pai (Sebasti\u00e3o Floriano dos Santos) era conferente do Porto e, aos domingos, nos levava para conhecer por dentro os navios ali atracados, inclusive os estrangeiros. Por incr\u00edvel que isso possa parecer nos dias atuais, at\u00e9 a casa de m\u00e1quina era poss\u00edvel visitar. Dependendo dos oficiais do navio cheg\u00e1vamos a ganhar presentes da tripula\u00e7\u00e3o. Essa tradi\u00e7\u00e3o familiar acabou abruptamente motivada pela nova realidade internacional que demandou estruturar de forma muito mais r\u00edgida o acesso aos navios de rotas internacionais, principalmente aqueles com cargas destinadas aos portos dos Estados Unidos da Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>Naquele tempo de moleque eu costumava fazer cole\u00e7\u00e3o de tudo e aproveitava estes passeios para aumentar as minhas cole\u00e7\u00f5es de ma\u00e7o de cigarro e caixa de f\u00f3sforo. Os sons do Porto guardo na mem\u00f3ria: apitos do trem e dos navios; a batida cadenciada da madeira sendo empilhada; os tratores-grilos na rua Blumenau; o ranger dos paus-de-carga e guindastes&#8230;<\/p>\n<p>O futuro<\/p>\n<p>Agora, todo o empenho das autoridades portu\u00e1rias \u00e9 pela retirada da carca\u00e7a do navio federalista \u2018Pallas\u2019, visando aprofundar o canal de acesso aos Terminais Portu\u00e1rios do Rio Itaja\u00ed, possibilitando a entrada de navios com tamanho acima de 400 metros.<\/p>\n<p>TEXTO: Magru Floriano<\/p>\n<p>FONTES:<\/p>\n<p>1 &#8211;\u00a0O ESTADO. Florian\u00f3polis. edi\u00e7\u00e3o n\u00ba 18776 datado de 03\/08\/1977.<\/p>\n<p>2 &#8211; Carlos Alberto Cordeiros. https:\/\/www.facebook.com\/groups\/317816911614732\/user\/100023766741777\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma reportagem do jornal O Estado do ano de 1977 d\u00e1 uma boa ideia de como os navios foram mudando de tamanho nos \u00faltimos anos. Segundo essa reportagem, tr\u00eas navios que rec\u00e9m sa\u00edram dos estaleiros, portanto, contavam com o que tinha de mais moderno na constru\u00e7\u00e3o naval da \u00e9poca, mediam entre 145 e 171 metros.&hellip; <a href=\"https:\/\/magru.com.br\/web\/o-tamanho-dos-navios\/\">Continue reading&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1074","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1074","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1074"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1074\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1076,"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1074\/revisions\/1076"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1074"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1074"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1074"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}