{"id":1078,"date":"2026-08-01T20:39:38","date_gmt":"2026-08-01T23:39:38","guid":{"rendered":"https:\/\/magru.com.br\/web\/?p=1078"},"modified":"2026-08-01T20:39:38","modified_gmt":"2026-08-01T23:39:38","slug":"visitando-a-velha-estrada-de-brusque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/magru.com.br\/web\/visitando-a-velha-estrada-de-brusque\/","title":{"rendered":"Visitando a velha Estrada de Brusque"},"content":{"rendered":"<p>Hoje, 01 de agosto de 2026, na companhia do empres\u00e1rio Adroaldo Wippel, promovi uma breve excurs\u00e3o explorat\u00f3ria na zona rural de Itaja\u00ed. Buscava definir com maior precis\u00e3o as divisas entre as diversas localidades da Estrada de Brusque, como s\u00e3o os casos do Quil\u00f4metro Doze, Itaipava e Arraial dos Cunhas, para completar o livro que estou finalizando \u2018Nossas Localidades\u201d. A ideia \u00e9 oferecer ao leitor o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00e3o poss\u00edvel sobre cada \u2018cantinho\u2019 de Itaja\u00ed, suas comunidades, suas hist\u00f3rias. Um pouco desse trabalho eu venho publicando mensalmente na Revista Sopa de Siri. Na itajaipedia \u2013 Enciclop\u00e9dia Digital Itajaiense -, e, tamb\u00e9m, no \u2018Blog do Magru\u2019 no site do jornal Di\u00e1rio do Litoral.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-1079\" src=\"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/itaipava-BAIXA-natalicio-vieira-e-adroaldo-wippel-01ago2026-262x300.jpg\" alt=\"\" width=\"262\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/itaipava-BAIXA-natalicio-vieira-e-adroaldo-wippel-01ago2026-262x300.jpg 262w, https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/itaipava-BAIXA-natalicio-vieira-e-adroaldo-wippel-01ago2026.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 262px) 100vw, 262px\" \/><\/p>\n<p>Durante o tour consegui localizar o ponto exato do Rio Itaja\u00ed-Mirim que deu nome \u00e0 localidade de Itaipava (palavra de origem tupi que significa \u2018\u00e1gua que corre sobre pedra\u2019). Ali, conversei com o morador Natal\u00edcio Vieira. Ele e Adroaldo Wippel me falaram dos tempos antigos, quando ainda banhavam nas \u00e1guas do Mirim e at\u00e9 tomavam a sua \u00e1gua. \u00a0Agora, com o leito do rio completamente assoreado, n\u00e3o d\u00e1 de visualizar as pedras que originaram o nome de Itaipava, mas d\u00e1 de notar claramente a exist\u00eancia de uma grande pedra no local, como querendo formar uma corredeira. Isso vai aparecer novamente quando a Prefeitura fizer o trabalho de desassoreamento do rio, promessa que a comunidade espera ver cumprida antes do final do ano.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m tive a oportunidade de conhecer algumas casas antigas da Estrada de Brusque, como s\u00e3o os casos das casas de Jo\u00e3o Vieira, Jo\u00e3o Cunha e Prot\u00e1sio Wippel. Tamb\u00e9m foi poss\u00edvel identificar algumas casas que pertenceram \u00e0 Estrada de Ferro para uso de seus funcion\u00e1rios na Itaipava. Refizemos alguns dos caminhos do \u2018trilho do trem\u2019 e vimos crian\u00e7as pescando \u2018piavas\u2019 nos ribeir\u00f5es da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o est\u00e1 passando por transforma\u00e7\u00f5es muito r\u00e1pidas, tendo como ponto de refer\u00eancia o tra\u00e7ado da Rodovia Ant\u00f4nio Heil. O complexo log\u00edstico do Porto de Itaja\u00ed e seus terminais tem levado grandes empresas nacionais a instalarem galp\u00f5es em toda a \u00e1rea. Por outro lado, diante da oferta de emprego, tamb\u00e9m surge a necessidade da cria\u00e7\u00e3o de novos loteamentos populares. Ent\u00e3o, a regi\u00e3o da Estrada de Brusque est\u00e1 experimentando um desenvolvimento extraordin\u00e1rio, um pouco desordenado, motivado pela constru\u00e7\u00e3o de galp\u00f5es e de moradias populares.<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o desse desenvolvimento temos o fechamento de praticamente todas as olarias, uma tradi\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o. Segundo Adroaldo Wippel, ele pr\u00f3prio dono de uma olaria, na d\u00e9cada de 1990 a regi\u00e3o abrigava mais de trinta olarias. Elas foram sendo fechadas aos poucos, dando lugar aos galp\u00f5es da log\u00edstica portu\u00e1ria. Segundo constata o empres\u00e1rio, a fabrica\u00e7\u00e3o de tijolos e telhas ficaram invi\u00e1veis por diversos fatores, sendo o mais importante o custo operacional de transportar mat\u00e9ria-prima de muito longe, especialmente da regi\u00e3o de Gaspar. Acontece que as jazidas de argila existentes pr\u00f3ximas \u00e0s olarias foram esgotadas e o restante do \u2018barro\u2019 da morraria n\u00e3o serve para o uso das olarias. Sendo assim, a manuten\u00e7\u00e3o de equipamentos, custos operacionais e o pre\u00e7o do combust\u00edvel, elevaram os custos operacionais fazendo com que as olarias itajaienses perdessem competitividade com olarias do Vale do Tijucas. Adroaldo estima que, em 2026, apenas quatro olarias est\u00e3o operando plenamente na regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje, 01 de agosto de 2026, na companhia do empres\u00e1rio Adroaldo Wippel, promovi uma breve excurs\u00e3o explorat\u00f3ria na zona rural de Itaja\u00ed. 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