{"id":341,"date":"2022-05-06T23:06:48","date_gmt":"2022-05-07T02:06:48","guid":{"rendered":"https:\/\/magru.com.br\/web\/?p=341"},"modified":"2022-05-06T23:06:48","modified_gmt":"2022-05-07T02:06:48","slug":"a-arte-moderna-como-tendencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/magru.com.br\/web\/a-arte-moderna-como-tendencia\/","title":{"rendered":"A ARTE MODERNA COMO TEND\u00caNCIA"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_344\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-344\" class=\"wp-image-344 size-medium\" src=\"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/tarsilaporu-duas-cores-maio-2022-2-300x257.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"257\" srcset=\"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/tarsilaporu-duas-cores-maio-2022-2-300x257.jpg 300w, https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/tarsilaporu-duas-cores-maio-2022-2-768x657.jpg 768w, https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/tarsilaporu-duas-cores-maio-2022-2-1024x877.jpg 1024w, https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/tarsilaporu-duas-cores-maio-2022-2.jpg 1139w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-344\" class=\"wp-caption-text\">TARSILAPORU &#8211; xilogravura de releitura do Abaporu de Tarsila do Amaral produzida por Magru Floriano 2022.<\/p><\/div>\n<p>Quando vejo alguma coisa nova acontecendo nos grandes centros, principalmente em S\u00e3o Paulo e Curitiba, cidades que costumo frequentar, sempre fico imaginando quando verei o mesmo acontecendo em Itaja\u00ed. Quando algo se estabelece como uma \u2018tend\u00eancia\u2019 nos epicentros culturais do pa\u00eds \u00e9 inevit\u00e1vel que a onda se espalhe e, mesmo demorando d\u00e9cadas, acaba chegando e influenciando nossas vidas nas bordas do mundo. A tend\u00eancia seria como as ondas provocadas por um tsunami que ao chegar na praia vai levando tudo de arrasto.<\/p>\n<p>Dia desses, para entrar em um edif\u00edcio comercial de Itaja\u00ed tive de fazer um credenciamento de acesso: apresentar e permitir o escaneamento de documento com foto, preencher ficha, tirar fotografia \u2013 sem \u00f3culos e sem bon\u00e9 &#8230; Imediatamente veio \u00e0 mente a experi\u00eancia que tive em S\u00e3o Paulo, h\u00e1 mais de trinta anos, quando visitei uma empresa que vendia equipamentos para est\u00fadio de r\u00e1dio. Eu estava interessado em equipamentos para a montagem do laborat\u00f3rio de r\u00e1dio do Curso de Comunica\u00e7\u00e3o e, tamb\u00e9m, para os est\u00fadios da R\u00e1dio Educativa Univali FM, cujo processo de cria\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava em andamento em Bras\u00edlia. Foi uma primeira visita a um fornecedor, mas fiquei t\u00e3o pouco a vontade que sequer consegui falar direito com os representantes da empresa. Senti como se fosse um intruso, algu\u00e9m n\u00e3o convidado para a festa. Uma sensa\u00e7\u00e3o indescrit\u00edvel de estar fora do lugar. Providenciei para sair do local o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Depois, andando solitariamente pelas ruas de S\u00e3o Paulo, olhando todos aqueles edif\u00edcios, fiquei imaginando como seria dif\u00edcil a vida em Itaja\u00ed se esta burocracia dos edif\u00edcios paulistas virasse uma tend\u00eancia nacional e chegasse \u00e0 nossa cidade. Demorou um bom tempo, mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, mas chegou. E, ao fazer o meu credenciamento para acessar o elevador do edif\u00edcio itajaiense, percebi o desconforto de muitos outros usu\u00e1rios que chegaram \u00e0 portaria junto comigo. A rea\u00e7\u00e3o deles foi muito pr\u00f3xima daquela que tive em S\u00e3o Paulo h\u00e1 d\u00e9cadas. \u00a0Um desconforto e uma predisposi\u00e7\u00e3o inicial de reagir, de reclamar, de considerar tudo aquilo uma inutilidade, um excesso de zelo, uma burocracia desnecess\u00e1ria, etc. Mas, a onda chegou \u00e0 Itaja\u00ed, e veio para ficar em nome da seguran\u00e7a. Ponto!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>TEND\u00caNCIA NAS ARTES<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_342\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-342\" class=\"wp-image-342 size-medium\" src=\"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/festival-de-inverno-circo-300x180.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"180\" srcset=\"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/festival-de-inverno-circo-300x180.jpg 300w, https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/festival-de-inverno-circo.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-342\" class=\"wp-caption-text\">Circo do Festival de Inverno de Itaja\u00ed no p\u00e1tio da Igreja Matriz.<\/p><\/div>\n<p>Lutar contra uma tend\u00eancia que chega a n\u00f3s &#8211; como onda de tsunami cujo epicentro est\u00e1 em S\u00e3o Paulo ou Nova York &#8211; \u00e9 lutar contra o inevit\u00e1vel. A tend\u00eancia \u00e9 uma onda forte que vai arrastar tudo e todos que estiverem \u00e0 sua frente como obst\u00e1culo. Eu senti isso pela primeira vez em um Festival de Inverno de Itaja\u00ed, quando foi montado uma grande tenda de circo no estacionamento lateral da Igreja Matriz do Sant\u00edssimo Sacramento para abrigar a exposi\u00e7\u00e3o de artesanato e arte pl\u00e1stica. Eu apresentei um quadro com conte\u00fado abstrato \u2013 pintei durante as aulas do professor Dinyz Domingos, que tinha ateli\u00ea ali perto, em cima do Sal\u00e3o Paroquial \u2013 e sofri com o \u2018estranhamento\u2019 de todos. Uma frase avaliativa era recorrente: \u2018Isso n\u00e3o \u00e9 arte!\u2019 Uma avalia\u00e7\u00e3o que j\u00e1 havia experimentado quando expus dois grandes desenhos na Biblioteca do Col\u00e9gio Salesiano, por volta de 1975, e, tamb\u00e9m, durante uma exposi\u00e7\u00e3o no t\u00e9rreo do Pal\u00e1cio Marcos Konder \u2013 antes de virar museu.<\/p>\n<p>A cr\u00edtica aos meus trabalhos abstratos e surrealistas era t\u00e3o contundente e direta que acabou fazendo um efeito devastador sobre a minha arte. Assim, num determinado dia, coloquei tudo na lata do lixo e parei com todas as atividades de desenho, pintura, bico de pena &#8230; partindo para um ex\u00edlio volunt\u00e1rio na literatura. Tudo, at\u00e9 1978, praticamente foi para a lata do lixo. Bem, quase tudo. Isso porque meu primo, Edson Luiz Pedro, retirou do lixo da garagem da minha casa na Jo\u00e3o Bauer, um desenho intitulado \u2018As mortes dos meus Eus\u2019 e guardou por d\u00e9cadas. Um dia, visitando o seu estabelecimento comercial na Avenida Caninana, para minha total surpresa, identifiquei o desenho afixado na parede da loja, pr\u00f3ximo ao balc\u00e3o. Foi a\u00ed que fiquei sabendo do salvamento secreto da obra e seu aproveitamento na decora\u00e7\u00e3o da loja. Imediatamente pedi para ele me emprestar o quadro, fiz c\u00f3pia e coloquei o desenho na capa do meu livro de poesias <strong>Fogo-F\u00e1tuo<\/strong>. Um outro desenho tamb\u00e9m salvo da lata do lixo &#8211; um autorretrato, com minha imagem nua navegando entre estrelas tendo um livro como nave \u2013 tamb\u00e9m foi salvo do lixo e virou capa do livro <strong>Como fa\u00e7o poesia<\/strong>. E \u00e9 s\u00f3. O restante do que estava em meu poder foi para o lixo mesmo. Esperava, sinceramente, que em companhia das obras fossem para a lixeira tamb\u00e9m as cr\u00edticas das pessoas.<\/p>\n<p>Mas aquilo que eu estava esbo\u00e7ando a partir de 1973 era uma tend\u00eancia nas artes no Brasil desde 1922 \u2013 quando da Semana de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo \u2013 e, portanto, era uma quest\u00e3o de tempo que se firmasse como novo paradigma est\u00e9tico tamb\u00e9m em Itaja\u00ed. Desde 1922 estava derrubado o academicismo e a obrigatoriedade de retratar apenas e t\u00e3o-somente o real que fosse belo. Novos olhares &#8211; como \u00e9 o caso do cubismo e do surrealismo &#8211; implodiram a hegemonia do cl\u00e1ssico e suas vertentes. Dide Brand\u00e3o j\u00e1 havia sinalizado essa tend\u00eancia, mas entre seus anjos p\u00e9s-descal\u00e7o e a imagem de uma miss com seu vestido branco, todos preferiram destacar a obra de fei\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica, deixando em segundo plano os demais trabalhos feitos em linhas retas e tra\u00e7os econ\u00f4micos.\u00a0 Ele transitou entre o acad\u00eamico e o moderno, mas a obra que est\u00e1 em exposi\u00e7\u00e3o permanente no Museu Hist\u00f3rico de Itaja\u00ed \u00e9 o grande quadro da miss e seu grandioso vestido branco. Alguns exemplares de seus trabalhos modernistas est\u00e3o afixados nos corredores da dire\u00e7\u00e3o do Arquivo Hist\u00f3rico de Itaja\u00ed, na Casa Lins, amargando um quase ex\u00edlio.<\/p>\n<p>No per\u00edodo entre as d\u00e9cadas de 1970 e 1980 apareceu tamb\u00e9m a arte modernista de Osny Schauffert e um pouco de \u00c9rico da Silva. N\u00e3o por acaso que Dinyz Domingos, cansado de explicar o valor da est\u00e9tica moderna, trocou a luminosidade dos seus galos coloridos pela paisagem buc\u00f3lica tingida por nuances do vermelho dos flamboyants. Dinyz tinha o dom\u00ednio t\u00e9cnico para ser um grande artista modernista, mas o mercado e a cr\u00edtica empurraram ele para o ambiente buc\u00f3lico. Quantas vezes ouvi seus arrazoados prolongados, durante aulas que tinha em seu ateli\u00ea, sobre o descaso que todos davam a trabalhos de tra\u00e7os mais econ\u00f4micos e fei\u00e7\u00f5es modernistas. Queriam o real do real, o figurativismo na sua ess\u00eancia \u2013 no rosto, na paisagem, nas imagens urbanas, nos objetos do cotidiano &#8230; \u2013 por isso os seus galos foram o m\u00e1ximo que se permitiu em termos de economia de tra\u00e7os. As pinturas luminosas dos galos eram a porta aberta para o modernismo, mas ele nunca adentrou por completo neste recinto.<\/p>\n<p>Dide Brand\u00e3o e Dinyz n\u00e3o conseguiram romper por completo a muralha conservadora, porque, est\u00e1 dito, nesses casos \u00e9 necess\u00e1rio contar com a for\u00e7a inexor\u00e1vel do tempo. Com eles a terra tremeu, mas a onda devastadora do tsunami demorou muito tempo para chegar e estabelecer uma nova l\u00f3gica nas artes itajaienses. N\u00e3o \u00e9 por acaso que eu mesmo fui integrar o movimento Cogumelo At\u00f4mico &#8211; que ocupou as pra\u00e7as de Brusque \u2013 e o Projeto Flor Morena \u2013 que ocupou as pra\u00e7as de diversas cidades de Santa Catarina, ainda na d\u00e9cada de 1970, em plena ditadura da Arena. Ali, na vizinha cidade de Brusque encontrei um grupo disposto a romper barreiras, falar de arte surreal, popular, vanguardista e engajada.<\/p>\n<p>Da d\u00e9cada de 1980 eu pin\u00e7o os nomes da paulista Marilina Bernal e do multifacetado Silvestre Jo\u00e3o de Souza J\u00fanior como refer\u00eancias dessa luta pelo moderno nas artes em Itaja\u00ed.\u00a0 Marilina e Silvestre mostraram o caminho da pesquisa est\u00e9tica, do uso experimental de novos materiais. Quantas vezes visitei o meu vizinho Silvestre e fiquei horas escutando suas prele\u00e7\u00f5es sobre pesquisa de materiais. Destaco tr\u00eas linhas de pesquisa que lhe eram muito caras. A primeira dizia respeito a alquimia da queima de subst\u00e2ncias em busca da cor perfeita. Ele mesmo construiu um forno no terreno de sua casa na Rua Treze de Maio e, ali, em plena liberdade, experimentou queimas sucessivas em busca do tom e consist\u00eancia ideal de suas cer\u00e2micas. Era, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida, um alquimista em plena busca pelo que idealizou como forma e cor ideais na arte cer\u00e2mica.<\/p>\n<p>A segunda linha de pesquisa de Silvestre estava na busca do jogo de sombra e luz obtidos na madeira atrav\u00e9s do entalhe. Ele havia feito estudos com o artista Zendron e por muito tempo utilizou as oficinas da Casa da Cultura como laborat\u00f3rio para aprender a harmonizar luz e sombra retirando pequenas lascas de madeira de uma superf\u00edcie plana. O painel que est\u00e1 afixado na parede interna do corredor da Casa da Cultura Dide Brand\u00e3o \u00e9, express\u00e3o desse esfor\u00e7o de Silvestre.<\/p>\n<p>O terceiro ponto que merece destaque na criatividade art\u00edstica de Silvestre \u00e9 sua incessante disposi\u00e7\u00e3o em experimentar novos materiais para compor suas obras. Quando fui diretor da Casa da Cultura de Itaja\u00ed [a casa ainda n\u00e3o tinha o nome de Dide Brand\u00e3o], em 1983, eu e Silvestre \u00edamos uma vez por semana, no meu fusca, participar de um curso em Joinville sobre a produ\u00e7\u00e3o de papel-arte. Nossas conversas sobre experimenta\u00e7\u00e3o de materiais se espalhavam pela BR-101 como os cantos dos bem-te-vis se espalhavam pelo campo. Depois de um tempo eu desejava mais ir a Joinville por conta do aprendizado que tinha com Silvestre durante a viagem do que propriamente pelo curso de produ\u00e7\u00e3o de papel-arte. Cer\u00e2mica, papel, entalhe, desenho em bico-de-pena, montagens, instala\u00e7\u00f5es, instrumentos musicais, mosaicos &#8230; sua criatividade n\u00e3o tinha limite.<\/p>\n<p>Eu avalio que foi com Silvestre e sua lideran\u00e7a no setor art\u00edstico de Itaja\u00ed &#8211; obtida j\u00e1 na vizinhan\u00e7a do s\u00e9culo XXI &#8211; que o tsunami bateu na praia. A tend\u00eancia de 1922 formada no epicentro paulista chegou \u00e0 Itaja\u00ed e deu o golpe final no conservadorismo. A partir da\u00ed a hegemonia \u00e9 da est\u00e9tica moderna. Os artistas com tend\u00eancias cl\u00e1ssicas e rom\u00e2nticas sobrevivem at\u00e9 os dias atuais, mas perderam por completo o mando de campo. Sa\u00edram do centro do processo criativo e, at\u00e9 mesmo, perderam o controle da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica voltada para o mercado de artes. Um mercado que atualmente tem Walmir Binhoti, Augusto Raio, Wenceslau, Ag\u00ea Pinheiro, Ademar Will, V\u00ea Domingos, Fernando Pauler, Victor Lark, Silvana Rocha, Edmundo Campos, Wagner Kuhnem &#8230; como balizadores.<\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso, agora, passados mais de cinco d\u00e9cadas da minha excurs\u00e3o pelas pra\u00e7as de Santa Catarina apresentando &#8211; junto com Jorge Grimm, JB Guedes, Alu\u00edsio Buss &#8211; obras modernistas [principalmente com tend\u00eancia surrealista], volto meu esfor\u00e7o criativo para as artes pl\u00e1sticas. Montei um ateli\u00ea &#8211; contendo espa\u00e7o para desenho a bico-de-pena, aquarela e, principalmente, uma oficina para a produ\u00e7\u00e3o de xilogravura. Tamb\u00e9m abri espa\u00e7o para uma galeria do artista itajaiense, contendo obras de Meyer Filho, V\u00ea e Dinyz Domingos, Augusto Raio, Ag\u00ea Pinheiro, Lindinalva De\u00f3lla, C\u00e9sar Floriano, Wenceslau, Victor Lark, Walmir Binhotti, L\u00facia Mendes&#8230; Tamb\u00e9m, n\u00e3o por acaso, uma parede foi reservada exclusivamente para afixar esbo\u00e7os originais de Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Portinari. Esta pequena galeria fica de frente para a galeria dos artistas itajaienses e foi intitulada de \u2018Aos mestres com carinho\u2019. Nada mais precisa ser dito&#8230; e segue a tend\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando vejo alguma coisa nova acontecendo nos grandes centros, principalmente em S\u00e3o Paulo e Curitiba, cidades que costumo frequentar, sempre fico imaginando quando verei o mesmo acontecendo em Itaja\u00ed. 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