{"id":507,"date":"2024-08-06T21:23:34","date_gmt":"2024-08-07T00:23:34","guid":{"rendered":"https:\/\/magru.com.br\/web\/?p=507"},"modified":"2024-09-15T21:33:15","modified_gmt":"2024-09-16T00:33:15","slug":"novas-e-velhas-palavras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/magru.com.br\/web\/novas-e-velhas-palavras\/","title":{"rendered":"Novas e velhas palavras"},"content":{"rendered":"<p>Lendo o livro do memorialista Juventino Linhares \u2018O que a mem\u00f3ria guardou\u2019 fiquei observando as palavras que eram de uso comum at\u00e9 a d\u00e9cada de 1960 e que foram caindo no desuso pela popula\u00e7\u00e3o em geral e, at\u00e9 mesmo, para os jornalistas. Entre estas palavras que ficaram velhas destaco: alcaide [prefeito], logradouro [rua, pra\u00e7a], lazareto [lepros\u00e1rio], nosoc\u00f4mio [hospital], carreira [raia de corrida], facultativo [pessoa formada em faculdade], botica [farm\u00e1cia]., datil\u00f3grafo [digitador].<\/p>\n<p>Mas, em compensa\u00e7\u00e3o, a nossa vida \u00e9 invadida por novas palavras diariamente. Principalmente com a Era Digital, foi necess\u00e1ria a cria\u00e7\u00e3o de novos termos que dessem conta de atender a uma nova realidade. Cada nova tecnologia exige novas palavras. Como o uso de novas tecnologias passou a ter uma velocidade alucinante, as palavras correspondentes a cada uma tamb\u00e9m surgem em ritmo alucinante. CD, DVD, drone, pendrive, HD externa, bluetooth &#8230;. s\u00e3o novos termos para novas tecnologias. Mas temos tamb\u00e9m palavras antigas que mudam de sentido para poder dar conta de denominar uma nova tecnologia. \u00c9 o caso, de \u2018celular\u2019 e \u2018sat\u00e9lite\u2019.<\/p>\n<p>N\u00e3o faz muito tempo n\u00f3s incorporamos o termo \u2018fake news\u2019 no nosso nov\u00edssimo vocabul\u00e1rio para expressar a ideia de que uma informa\u00e7\u00e3o era falsa. N\u00e3o bastava a palavra \u2018mentira\u2019 ou o termo composto \u2018not\u00edcia falsa\u2019. De uns tempos para c\u00e1 deram para invadir nosso cotidiano termos com \u2018voucher\u2019 e \u2018cachbak\u2019. Todas as propagandas acabam utilizando esses termos para tentar \u2018fidelizar\u2019 os clientes a uma determinada marca. Agora, durante o processo eleitoral de 2024, emerge dos labirintos da pol\u00edtica partid\u00e1ria uma tal de &#8216;deepfake&#8217;. Segundo consta, seria o uso de Intelig\u00eancia Artificial para manipular a imagem e\/ou a voz de uma pessoa, fazendo com que ela pare\u00e7a dizer ou fazer algo que comprovadamente n\u00e3o fez. Manipula\u00e7\u00e3o de imagem com qualidade de realidade.<\/p>\n<p>A l\u00edngua oficial da Era da Intelig\u00eancia Artificial \u00e9 a l\u00edngua inglesa. Disso ningu\u00e9m tem d\u00favida. \u00a0Cada tempo tem sua l\u00edngua oficial impregnando as demais l\u00ednguas mundo afora. No tempo de Machado de Assis era comum introduzir termos franceses no texto. No tempo de Padre Ant\u00f4nio Vieira era imposs\u00edvel ser um grande orador sem intercalar no texto algumas m\u00e1ximas latinas. Nisso o Brasil tem um grande preju\u00edzo, porque abriga gera\u00e7\u00f5es sucessivas de pessoas que falam apenas uma l\u00edngua, sendo que a maioria sequer a domina de forma razo\u00e1vel. Encontrar uma pessoa bilingue no Brasil \u00e9 mais raro do que encontrar pessoas que dominam mais de tr\u00eas l\u00ednguas na Europa. Isso se deve \u00e0 nossa realidade colonial de criar o \u2018esp\u00edrito nacional\u2019 e o conceito de \u2018p\u00e1tria\u2019 entre nosso pr\u00f3prio povo. [Magru Floriano]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lendo o livro do memorialista Juventino Linhares \u2018O que a mem\u00f3ria guardou\u2019 fiquei observando as palavras que eram de uso comum at\u00e9 a d\u00e9cada de 1960 e que foram caindo no desuso pela popula\u00e7\u00e3o em geral e, at\u00e9 mesmo, para os jornalistas. Entre estas palavras que ficaram velhas destaco: alcaide [prefeito], logradouro [rua, pra\u00e7a], lazareto&hellip; <a href=\"https:\/\/magru.com.br\/web\/novas-e-velhas-palavras\/\">Continue reading&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[225,226],"class_list":["post-507","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-blog","tag-palavras-em-desuso","tag-palavras-esquecidas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/507","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=507"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/507\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":524,"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/507\/revisions\/524"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=507"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=507"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=507"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}