{"id":991,"date":"2026-05-16T21:52:05","date_gmt":"2026-05-17T00:52:05","guid":{"rendered":"https:\/\/magru.com.br\/web\/?p=991"},"modified":"2026-05-16T21:55:21","modified_gmt":"2026-05-17T00:55:21","slug":"o-tempo-passa-a-cidade-muda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/magru.com.br\/web\/o-tempo-passa-a-cidade-muda\/","title":{"rendered":"O tempo passa &#8230; a cidade muda"},"content":{"rendered":"<p>A foto que ilustra esse texto apresenta uma parte da cidade que, at\u00e9 agora, tem sofrido poucas transforma\u00e7\u00f5es f\u00edsicas. \u00c9 o final da rua Jo\u00e3o Bauer. Como podemos ver, ainda est\u00e3o por ali a Casa Paroquial \u2013 que se transformou gradativamente no atual Hospital Infantil Pequeno Anjo -, a Caixa d\u2019\u00c1gua e a sede da Casan, o pr\u00e9dio da biblioteca da Fepevi; e, as resid\u00eancias do Laercinho Cunha, fam\u00edlias Niehues, Reichert e Floriano dos Santos; a torre e o pr\u00e9dio da Telesc.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-992\" src=\"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/rua-joao-bauer-ASSINADA-BAIXA11-maio2026-300x186.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"186\" srcset=\"https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/rua-joao-bauer-ASSINADA-BAIXA11-maio2026-300x186.jpg 300w, https:\/\/magru.com.br\/web\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/rua-joao-bauer-ASSINADA-BAIXA11-maio2026.jpg 498w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Passando por ali, parei para refletir sobre a passagem do tempo. Diferentemente de outros pontos da cidade, como s\u00e3o os casos das ruas Lauro M\u00fcller e Herc\u00edlio Luz, a rua Jo\u00e3o Bauer n\u00e3o sofreu grandes modifica\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, mas as pessoas da minha juventude n\u00e3o est\u00e3o mais ali. Meus pais j\u00e1 morreram, assim como o Laercinho, o casal Ludgero e Wilma Niehues, bem como os filhos C\u00e9sar e Calinho. A casa da minha fam\u00edlia virou um consult\u00f3rio odontol\u00f3gico, a casa dos Niehues est\u00e1 abandonada, enquanto a antiga biblioteca da Fepevi (atual Univali) est\u00e1 em escombros. O p\u00e9 de buti\u00e1 que decorava o jardim da casa da minha fam\u00edlia h\u00e1 muito foi retirado para dar lugar a um estacionamento &#8230;<\/p>\n<p>Logo ali na frente, todas essas resid\u00eancias ser\u00e3o derrubadas para dar lugar a pr\u00e9dios e a mem\u00f3ria viva que cultivamos ir\u00e1 embora conosco, deixando a cidade livre para crescer e n\u00e3o olhar para tr\u00e1s. O pior \u00e9 ter consci\u00eancia de que nem podemos reclamar dessa for\u00e7a inexor\u00e1vel do tempo, porque fizemos o mesmo quando minha fam\u00edlia construiu a casa ao lado da Caixa d\u2019\u00c1gua. Afinal, ali era o terreno do antigo cemit\u00e9rio da cidade e meu pai encontrou muito restos mortais quando os pedreiros cavaram para erguer as sapatas de nossa nova resid\u00eancia. O passado n\u00e3o impediu meu pai de erguer uma casa em estilo moderno, projetada pelo engenheiro Jo\u00e3o Mello. Quando essa casa for derrubada para dar lugar a um pr\u00e9dio de trinta andares poderei dizer o qu\u00ea? Direi o que meu pai disse diante de restos mortais abandonados no antigo cemit\u00e9rio da cidade \u201c&#8230; \u00e9 vida que segue!\u201d<\/p>\n<p>Mas, a minha mem\u00f3ria ainda est\u00e1 viva e, enquanto viver, lateja forte e me faz ter consci\u00eancia do quanto nossa cidade est\u00e1 mudando. Andando por esses lugares, minha mente fica o tempo todo confrontando imagens atuais com flashes do passado. Imagens sobrepostas, sentimentos m\u00faltiplos e contradit\u00f3rios &#8230; emo\u00e7\u00f5es. N\u00e3o consigo apenas olhar. Olho, lembro e me emociono, porque o presente traz em sua estrutura o passado que vivemos. N\u00e3o somos turistas, somos parte da paisagem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A foto que ilustra esse texto apresenta uma parte da cidade que, at\u00e9 agora, tem sofrido poucas transforma\u00e7\u00f5es f\u00edsicas. \u00c9 o final da rua Jo\u00e3o Bauer. 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