Nem todas as homenagens que a Prefeitura e Câmara de Vereadores de Itajaí promovem ao cumprirem a burocracia de colocarem nomes às ruas, praças, escolas … são reconhecidamente legítimas. Isso se deve à prática política de indicar nomes visando tão somente o ganho eleitoral imediato do vereador ou do próprio prefeito. Alguns casos mais extremados, são utilizados como mensagens ideológicas. Foi o caso, por exemplo, quando a esquerda radical esteve no comando da Fundação Genésio Miranda Lins, de denominar sua editora de Maria do Cais. Algo completamente inapropriado. Tão inoportuno quanto dar à uma escola o nome do pai analfabeto de um vereador, desconsiderando outros nomes que efetivamente deram contribuição ao Município de Itajaí.

Faço este prólogo para argumentar sobre a oportuna iniciativa de um grupo de amigos e familiares em procurar o prefeito Robison Coelho, no dia 02 de abril de 2026, solicitando que fosse denominada uma escola do Município de Itajaí de Professora Marlene Dalva da Silva Rothbarth. Além de professora e administradora escolar por décadas, Marlene foi uma ativista cultural de relevância no cenário itajaiense. Ela liderou, por exemplo, o movimento pela preservação do edifício da fiscalização do Porto de Itajaí. Meses antes de falecer, já nonagenária, encontrávamos Marlene nas reuniões da AAMHAPI – Associação dos Amigos do Museu Histórico e Arquivo Público de Itajaí.
Estiveram no gabinete do prefeito: Eduardo, Márcio e Renato (filhos de Marlene), Maria Isabel Pinheiro Sandri, Verônica e Maria Heidemann, Lindinalva Deólla, Mário César dos Santos, Ane Fernandes, Sandra Vanzuita, Antônio Carlos de Novaes Silva (irmão de Marlene). O prefeito Robison se comprometeu em enviar à Câmara projeto contendo a homenagem solicitada assim que uma nova unidade escolar municipal estiver pronta para ser inaugurada. Atualmente a Prefeitura de Itajaí está construindo quatro unidades.
Currículo da homenageada:
MARLENE DALVA DA SILVA ROTHBARTH – Nasce em Itajaí no dia 28 de agosto do ano de 1933. Professora da rede pública, ocupando o cargo de diretora da Escola Básica Francisco de Paula Seara, inspetora escolar e chefe de divisão da UCRE de Itajaí. Fundadora e dirigente da Academia Itajaiense de Letras [1998/2000] e Proarte de Itajaí. Dirigente do Museu Histórico de Itajaí [1998], membro do Conselho Curador da Fundação Genésio Miranda Lins, do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural. Dirigente da AAMHAPI – Associação dos Amigos do Museu Histórico e Arquivo Público de Itajaí. Tem trabalhos publicadas no jornal Folha do Povo [1999], Diário da Cidade [1999], Papa-Siri [1997], Jornal Paroquial, Jornal de Itajaí, Notícia Escolar [1983]. No Jornal da Mulher assina a coluna Recordando [1983]; e no jornal Opinião assina a coluna Opinião Pessoal [1984]. Participa da antologia publicada pela Academia Itajaiense de Letras: De Itajahy a Itajaí – cem anos de poesia (1999). Assina diversas obras com o nome artístico de Rothmar.
OBRA:
– Uma História de Família: Genealogia da Família Silva Rothbarth. Itajaí: ed.aut, 1999.
– Famílias de Itajaí: mais de um século de história. Itajaí: Odorizzi, 2001; coautoria Lindinalva Deólla da Silva.
– A saga da família Asseburg. Blumenau: Odorizzi, 2003.
– Famílias de Itajaí: mais de um século de história. Vol. II. 2005. Coautoria Lindinalva Deólla da Silva. – Júlia e Gabriel visitam Itajaí. 2008. – Associação Empresarial de Itajaí: 1929 – 2009 – 80 anos (org). 2009. Itajaí: Univali / FGML, 2009.
– Itajaí em crônicas – 150 anos: 1860 – 2010. Itajaí: ed. autora, 2010. – Fábulas de rothmar e outras histórias. Blumenau: Nova Letra, 2013. Falece em Itajaí no dia 16 de janeiro de 2026.