Diversidade no uso do território social

Hoje, 30 de maio de 2026, fui até o Caminho de Cabeçudas fotografar o pôr do sol e acabei ficando um bom tempo na Pracinha do Mima, ali bem pertinho do Bico do Papagaio. Fiquei impressionado com a quantidade de famílias que frequentam o local para fazer piquenique junto com seu amigo pet. Os cachorros ficam soltos, saltitantes e, alguns, tomam banho na pequena prainha ali existente. A Ideia de fazer uma prainha reservada para os pets foi simplesmente genial. Os donos dos cachorros podem levar seus animais para dar uma esticadinha nas pernas e tomar banho de mar sem aquele receio de estarem incomodando ou burlando normas sanitárias vigentes nas demais praias catarinenses. Assim, fica bom para todo mundo.

Não deixa de ser uma boa experiência para ser adotada em outros municípios do nosso litoral. O que está em jogo nessa questão é a defesa da diversidade. Isso significa dizer, por exemplo, que devemos ter espaços para todos em nosso território social, dos pets aos surfistas; dos pescadores de tainha aos nudistas; dos farofeiros aos construtores de castelos de areia. Viva a diversidade.

A inteligência na Internet

Dia desse fui tomar um café com os amigos Sydney Schead dos Santos e Osmar Schroeder. Na pauta da conversa incluímos a elaboração de uma lista de pessoas inteligentes que poderíamos seguir na Internet para desviar do drama moderno estabelecido por Umberto Eco: “o drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”.

Entre os nomes registrados em nossa conversa à base de café (puro, sem açúcar e leite) encontramos: Ana Clara Costa, Ana Cristina Rosa, André Jubé, Beatriz Roscoe, Bernardo Mello Franco, Bruno Carazza, Carlos Alberto Sardenberg, Celso Rocha de Barro, Demétrio Magnoli, Eduardo Giannetti, Eliane Cantanhêde, Fernando de Barros e Silva, Fernando Hessel, Flávia Oliveira, Gilvan Cavalcanti de Melo, Glenn Greenwald, Guga Chacra, Jamil Chade, José Kobori, Lourival Sant’Anna, Marcos Nobre, Martin Vasquez da Cunha, Merval Pereira, Miriam Leitão, Paulo Sotero, Oliver Stuenkel, Pedro Dória, Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino, Thiago Aragão, Vera Magalhães, Vinicius Nobre.

Meus comentaristas/analistas preferidos são Oliver Stuenkel e Fernando Hessel. Agora, é ouvir todos e ver quem é quem nessa história de analisar com profundidade as conjunturas nacional e internacional.

VOCÊ INDICA QUEM?

O tempo passa … a cidade muda

A foto que ilustra esse texto apresenta uma parte da cidade que, até agora, tem sofrido poucas transformações físicas. É o final da rua João Bauer. Como podemos ver, ainda estão por ali a Casa Paroquial – que se transformou gradativamente no atual Hospital Infantil Pequeno Anjo -, a Caixa d’Água e a sede da Casan, o prédio da biblioteca da Fepevi; e, as residências do Laercinho Cunha, famílias Niehues, Reichert e Floriano dos Santos; a torre e o prédio da Telesc.

Passando por ali, parei para refletir sobre a passagem do tempo. Diferentemente de outros pontos da cidade, como são os casos das ruas Lauro Müller e Hercílio Luz, a rua João Bauer não sofreu grandes modificações físicas, mas as pessoas da minha juventude não estão mais ali. Meus pais já morreram, assim como o Laercinho, o casal Ludgero e Wilma Niehues, bem como os filhos César e Calinho. A casa da minha família virou um consultório odontológico, a casa dos Niehues está abandonada, enquanto a antiga biblioteca da Fepevi (atual Univali) está em escombros. O pé de butiá que decorava o jardim da casa da minha família há muito foi retirado para dar lugar a um estacionamento …

Logo ali na frente, todas essas residências serão derrubadas para dar lugar a prédios e a memória viva que cultivamos irá embora conosco, deixando a cidade livre para crescer e não olhar para trás. O pior é ter consciência de que nem podemos reclamar dessa força inexorável do tempo, porque fizemos o mesmo quando minha família construiu a casa ao lado da Caixa d’Água. Afinal, ali era o terreno do antigo cemitério da cidade e meu pai encontrou muito restos mortais quando os pedreiros cavaram para erguer as sapatas de nossa nova residência. O passado não impediu meu pai de erguer uma casa em estilo moderno, projetada pelo engenheiro João Mello. Quando essa casa for derrubada para dar lugar a um prédio de trinta andares poderei dizer o quê? Direi o que meu pai disse diante de restos mortais abandonados no antigo cemitério da cidade “… é vida que segue!”

Mas, a minha memória ainda está viva e, enquanto viver, lateja forte e me faz ter consciência do quanto nossa cidade está mudando. Andando por esses lugares, minha mente fica o tempo todo confrontando imagens atuais com flashes do passado. Imagens sobrepostas, sentimentos múltiplos e contraditórios … emoções. Não consigo apenas olhar. Olho, lembro e me emociono, porque o presente traz em sua estrutura o passado que vivemos. Não somos turistas, somos parte da paisagem.

Adilson Reis Batschauer

A notícia da morte de Adilson Reis Batschauer foi impactante porque seu nome estava relacionado no rol dos grandes radialistas da Era de Ouro do rádio itajaiense ao lado de Irene Boemer, Marinho Lopes Stringari, Dalmo Feminela, Célio Alves Marinho. Um entusiasta do esporte amador, editou com extrema dedicação a revista Notícias Esportivas, pensada para divulgar todas as modalidades do esporte que não tinham visibilidade junto à imprensa tradicional da região. Ajudou a dar visibilidade a esportes como judô e bolão, atletismo e xadrez. Sua contribuição, portanto, foi decisiva para o esporte de Itajaí.

Verbete da ITAJAIPEDIA: “Nasce a 06 de janeiro de 1944. Colunista e radialista vinculado à área desportiva. Colabora com o jornal ‘Correio [1974], assina no jornal Diário da Cidade as colunas ‘Esportes’ e ‘DdC nos JASC’ [1999], e no jornal Notícias Esportivas a coluna intitulada ‘Batendo Bola’ [1999]. Como radialista fez coberturas de jogos abertos, esporte amador de Itajaí e partidas envolvendo o futebol profissional do Clube Náutico Almirante Barroso e Clube Náutico Marcílio Dias pelos microfones das rádios Camboriú, Clube e Difusora de Itajaí. Editor da revista Notícias Esportivas. Participou de diversas diretorias do CIITA – Clube da Imprensa de Itajaí. Falece a 08 de maio de 2026.”

Novas tecnologias e ética

Desde sempre a comunicação social é um setor onde a ética perdeu de goleada para os interesses pessoais e financeiros. Mesmo em países altamente desenvolvidos, como são os casos dos EUA e Inglaterra, o jornalismo tido como sensacionalista dita o tom da conversa. Vender jornais na banca, ter audiência, vale como moeda preciosa para a imprensa em geral (TV, rádio, jornal, revista). Em busca do leitor/ouvinte/telespectador o sensacionalismo deixa de lado a ética, corrompe a informação, subtrai os valores … tudo em busca da polêmica – aquilo que causa furor entre a massa e, por isso mesmo, ganha status de algo relevante. A vida amorosa da Princesa Diana é mais importante que uma guerra e a morte de milhares de civis em um país qualquer da África ou Ásia. O resto é o resto.

No mundo atual, onde temos a predominância total da Internet e sua inquestionável ‘rede social’, não é muito diferente. Conseguir o maior número de seguidores é o objetivo e ele deve ser obtido custe o que custar, mesmo que o preço seja a morte da informação sustentada por um mínimo de veracidade. Estamos no mundo da ‘fake news’, mas isso é apenas o começo de um processo que tende ir muito além de distorcer informações e manipular dados para obter vantagens políticas e econômicas.

O mundo que está para além das ‘fake news’ já mostra seus tentáculos. Trata-se da informação produzida por IA – Inteligência Artificial. Como os aplicativos que usam IA para elaborar textos de conhecimento estão usando bases de dados que não possuem qualquer compromisso com a verdade/realidade, porque utilizam informações anteriormente corrompidas, manipuladas e desfiguradas, todo o processo entra em ‘loop’, com os dados corrompidos produzindo novos dados corrompidos. No final do processo já não teremos mais condições de separar o falso do verdadeiro e voltaremos à Caverna de Platão.

Tudo fica mais complicado quando temos um combo de incompetência técnica e falta de comprometimento ético. Encontramos com muita facilidade nas redes sociais pessoas que querem obter sucesso a qualquer custo e publicam de propósito as fotos colorizadas distorcidas para causar polêmica e atrair seguidores em maior número. A história de Itajaí fica comprometida em troca do sucesso pessoal do internauta. Aparecer, ter milhares de seguidores, receber o status de ‘influencer’ … é o que interessa. Que vão às favas a realidade, a responsabilidade social, a ética, a integridade dos bancos de dados históricos.

Ao homem ético restará voltar a um mundo bucólico, longe das cidades e das máquinas? Um mundo onde falará mais com as plantas e animais, utilizando muito menos tempo para se relacionar com os seres humanos? Retornaremos a Leon Tolstói e sua Iasmaia Poliana?; a Henry David Thoreau e seu Walden?

Aquele que deve ser seguido

No mundo confuso que vivemos hoje passa a ser extremamente relevante termos pessoas como referência moral. Há muito acostumamos a ter apenas pessoas bem-sucedidas nos setores de economia e política como referências. O sucesso financeiro, notadamente, ganhou importância exponencial com a ideia messiânica de que ‘aquele que tem sucesso financeiro é ungido por Deus’. Dinheiro em primeiro lugar, sempre. O resto vamos levando como dá.

Por este motivo, fui surpreendido ao assistir o filme ‘Zico – o samurai de Quintino’. Ali, tomei conhecimento de que a sociedade japonesa cultiva a imagem do jogador brasileiro Zico (Arthur Antunes Coimbra) como um homem que consideram entre aqueles que devem ser seguidos, por sua retidão de caráter e postura profissional. Expressam essa ideia com a frase ‘Espírito de Zico’ (Spirit of Zico).

Após constatar que os japoneses possuem Zico como referência moral e profissional constatamos que aqui no Brasil temos Zico apenas como referência de um jogador de futebol. Ele não serve como referência moral, porque disso não precisamos. Afinal, somos o país do ‘jeitinho’. Por isso mesmo, nossos grandes nomes são mais cultuados fora do Brasil do que propriamente pelos brasileiros. Paulo Freire, Fernando Henrique Cardoso, Paulo Coelho, Zico, Zilda Arns … nomes não nos faltam. Falta, contudo, vontade de trocar o ‘jeitinho’ por postura ética.

Novas tecnologias facilitando o trabalho

No mês de abril de 2026 a Confraria Café de Quinta se reuniu para comemorar o aniversário de 90 anos do engenheiro Paulo Kodaira na Cafeteria Dona Ana. Em certo momento do evento, o artista visual Alfabile Santana pediu para todos saírem até o passeio da Rua XV de Novembro porque iria filmar o grupo com seu novo drone denominado de ‘Orion’.

O pessoal estava reunido na calçada e o Orion começou o seu sobrevoo na pista asfáltica da Rua XV de Novembro para logo em seguida sumir da nossa vista. Horas depois, Alfabile postou as imagens nas redes sociais. Era uma panorâmica da cidade de Itajaí, pegando toda a foz do Rio Itajaí.

Nesse momento eu e Robert Grantham lembramos que, no ano de 2008, quando trabalhávamos na diretoria da Superintendência do Porto de Itajaí, tivemos de alugar um helicóptero para o fotógrafo Ronaldo da Silva Júnior fazer imagens de todos os estabelecimentos que formavam a cadeia logística do Porto de Itajaí. Além do custo altíssimo, enfrentamos as dificuldades operacionais e de segurança. O levantamento aéreo das empresas deu um trabalhão enorme, tendo custos na mesma proporção. Coisa que o drone fez em minutos, com baixo custo e segurança total. Sem falar que as imagens apresentadas pelo drone ‘Orion’ eram de alta qualidade e precisão.

O sobrevoo do ‘Orion’ a partir da Rua XV de Novembro demonstra que a tecnologia efetivamente é uma grande aliada na captação de imagens, não obstante algumas pessoas estarem fazendo mau uso dela e corrompendo o ambiente com distorções primárias do acervo histórico, como é o caso da colorização de fotos antigas contendo erros grosseiros.

Fica estabelecido que não devemos criticar ou combater o uso de novas tecnologias no setor de coleta e divulgação de imagens, mas combater o uso irresponsável de determinadas tecnologias que acabam ameaçando a integridade de todo o banco de dados pictórico que o Município de Itajaí possui. Combater o mau uso ou a manipulação inadequada de tecnologias é diferente de combater a tecnologia em si. O problema não está no equipamento, mas em quem opera o equipamento.

Inteligência Artificial: o perigo da manipulação de imagem

As pilhas de madeira foram transformadas em casas populares.

Nas minhas aulas de Sociologia da Comunicação na Univali – Universidade do Vale do Itajaí – mantinha uma coleção de lâminas para retroprojetor com reproduções de fotos que foram manipuladas pela ditadura stalinista, visando defenestrar Leon Trotsky da História da URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Isso, nas décadas de 80 e 90, era considerada uma exceção, algo tecnicamente muito difícil de ser feito. Passadas algumas décadas temos recursos tecnológicos em nossos celulares para fazer muito mais do que apenas tirar uma pessoa indesejada da foto. Aquilo que apenas um regime totalitário conseguia fazer, agora, pode ser feito por qualquer pessoa. Eis o mundo contemporâneo na sua imposição tecnológica absoluta.

Nos últimos meses ocorreu uma adesão em massa a programas que manipulam imagens e textos com o uso de IA – Inteligência Artificial – potencializando de forma exponencial a manipulação de todo o conteúdo digital existente nos computadores. O primeiro alerta dos especialistas veio com a confirmação de que a IA ‘alucina’, inventando, manipulando, corrompendo textos e suas respectivas traduções. Quando algo não é ‘inteligível’ para o robot ele simplesmente inventa algo para colocar no lugar.

Acontece que agora, com o uso massivo de IA para colorizar e restaurar imagens, o mesmo fenômeno parece estar ocorrendo. O robot ‘alucina’, inventando formas e completando imagens com algum dano ou pouca definição. Parece que a IA utiliza de forma incorreta a ideia da Gestalt que estabelece que o cérebro humano tem a tendência natural de ‘completar’ algo que se apresenta à sua frente de forma incompleta …

Então, o robot está reproduzindo grandes defeitos da mente humana: está alucinando diante do que não conhece ou não tem capacidade de identificar; está completando e preenchendo imagens que não consegue definir com precisão visual no seu todo. Pelo menos em um ponto o ser humano leva vantagem na disputa com a IA. Trata-se do fato de que a alucinação humana leva a uma criatividade ilimitada, com mitos, fantasias, contos, literatura, mitologia …

O perigo dessa ‘alucinação’ e tendência de definir o que não está definido em imagem, nos leva a corromper todo o nosso banco de dados sobre a memória de nossa comunidade. As fotos que atualmente estão sendo colorizadas por IA, deixando o original preto e branco de lado, estão circulando muito rapidamente nas redes sociais. Esses erros, logo ali na frente, não serão detectados pelas novas gerações de estudantes, professores e pesquisadores e a imagem distorcida será considerada a expressão da realidade.

Dia desses uma foto aérea de Itajaí em preto e branco apareceu colorizada por IA nas redes sociais. Nela recebia destaque o prédio do Instituto Nacional do Pinho e seu pátio de depósito de madeira à margem da ferrovia EFSC (atual Avenida Vereador Abrão João Francisco – Contorno Sul). As pilhas de madeira foram transformadas em casas, com telhados e janelas. A IA transformou pilhas de madeira em casas, e o depósito de madeira do INP em loteamento popular. A foto já está circulando nas redes, como impedir que ela seja reproduzida nas escolas? Não tem mais como … eis o grande problema.

Visita ao ferro-velho

A vida tem a capacidade de nos surpreender sempre. Hoje, por exemplo, foi um dia de surpresas positivas porque encontrei pessoas muito interessantes onde esperava encontrar apenas objetos jogados fora. Fui visitar alguns estabelecimentos que trabalham com sucatas para ver se comprava bancos de jardins de ferro bem maltratados pelo tempo e uso. Queria decorar meu pomar/horta/jardim da casa de praia.

O primeiro estabelecimento que visitei foi o tradicional ‘Inivio Tomio’, agora instalado na Barra do Rio. Acabei lembrando do tempo de criança no Bairro São João, quando tínhamos o hábito de fazer uma varredura criteriosa em todos os terrenos baldios para recolher ossos enterrados pelos cachorros vira-latas e vender a quilo no ferro-velho do Tomio que ficava bem defronte ao Porto de Itajaí. Lembrei também que visitávamos as oficinas mecânicas da região atrás de metais, principalmente cobre. Tudo era levado para o Tomio e dali saíamos com alguns trocados para comprar papel de seda para fazer pandorgas ou comprar bolinhas de gude. Fiquei emocionado e muito feliz pela oportunidade de lembrar momentos felizes de minha infância.

Em um outro estabelecimento acabei encontrando uma frequentadora do grupo do Facebook “Itajaí de Antigamente”, a Luiza Maria, com quem mantive uma longa conversa sobre a história de Itajaí e, principalmente, sobre a Família Herbst e o bairro de Cabeçudas. No meio do ferro-velho lá estávamos nós conversando sobre o passado de nossa cidade e a importância de preservar a memória de nossos antepassados.

Não encontrei os bancos velhos, corroídos pelo tempo e uso, mas encontrei pessoas maravilhosas que demonstraram certa identidade comigo por também se preocuparem com a história de nossa cidade e nossa gente.

No meio de sucatas encontrei intactas as minhas memórias de infância e muito da história de Itajaí e das famílias que contribuíram para o desenvolvimento da cidade, como é o caso da Família Herbst.

Lei necessária em defesa do patrimônio cultural

Infelizmente será necessária uma medida mais drástica para acalmar o ímpeto dos atuais dirigentes da Secretaria de Obras de Itajaí com relação aos cuidados com os bens culturais mantidos pela municipalidade em locais públicos. Será necessária a criação de lei municipal obrigando a Secretaria de Obras a consultar formalmente a Fundação Cultural de Itajaí no caso de intervir, até mesmo para manutenção regular, em bens culturais expostos nos locais públicos, como praças, jardins e passeios.

Nos últimos dias foram dois atos sucessivos que atentaram contra a integridade de obras de arte e acervo cultural da cidade. Ações que prejudicaram a integridade física do patrimônio cultural em nome do asseio e da estética urbana. Primeiro, foi a inutilização por completo do Painel de Walter Smykalla na Praça da Pipa e, logo em seguida, a pintura inadequada do ‘Torii’ na Praça Genésio Miranda Lins. Mexeram nos dois bens públicos sem consulta prévia da Fundação Cultural e fizeram muito mais do que uma intervenção inadequada, vandalizaram o patrimônio cultural.

Os vereadores de Itajaí não podem fazer de conta que não estão vendo o que está ocorrendo em Itajaí e os absurdos cometidos pela Secretaria de Obras e seu desprezo para com nosso patrimônio cultural em áreas abertas. Está mais do que na hora de se acautelar e impor um texto legal exigindo o parecer técnico da Fundação Cultural em toda intervenção no patrimônio cultural da cidade.

A CULTURA DE ITAJAÍ PRECISA DE PROTEÇÃO LEGAL … a insensibilidade dos dirigentes da Secretaria de Obras em relação aos bens culturais está passando dos limites.