A Copa do Mundo ocorrida neste ano de 2026 nos países da América do Norte evidenciaram um fenômeno novo no setor de mídia. Ocorreu que a poderosa Rede Globo de Televisão, por década detentora exclusiva do direito de transmissão dos jogos de futebol da Copa do Mundo organizada pela Fifa, acabou deixando de lado as mídias alternativas, como é o caso da plataforma na Internet YouTube. Aproveitando-se desse vacilo, péssima análise de mercado e de tendências do comportamento do telespectador, uma empresa até então insignificante, CazéTV, ganhou o direito de transmissão dos jogos por plataformas digitais obtendo audiência considerada recorde em termos mundiais. A Fifa cedeu à CazéTV uma cornucópia extremamente generosa que fez jorrar anúncios e, por consequência, dinheiro infinito nos cofres da pequena empresa.
Desse vacilo da Rede Globo resta o consolo de saber que as mídias alternativas já desbancaram em definitivo as mídias tradicionais, como é o caso da ‘TV aberta’. No jornalismo, no entretenimento, no esporte, no cinema, na comunicação pessoal … a mídia digital vinculada ao telefone celular está se tornando hegemônica em todos os setores, do particular ao público; do informal ao empresarial.
A agilidade como ocorre o processo de comunicação atualmente não deixa muito espaço para as mídias tradicionais. Recentemente ocorreu um grande incêndio em empresa têxtil às margens da rodovia Antônio Heil, entre Itajaí e Brusque. Antes que a guarnição do Corpo de Bombeiros chegasse ao local já tínhamos diversos internautas transmitindo ao vivo do local. Quando a imprensa tradicional chegou, todo mundo já estava sabendo do sinistro e vendo as imagens. Uma pessoa apenas desbanca toda a estrutura de jornalismo da grande empresa de comunicação. Não dá de competir. O mundo mudou … o jeito é se adaptar. A Rede Globo que cuide, a partir de agora, de ocupar espaços nas mídias digitais, incluindo a transmissão via YouTube.