O futebol acaba de nos dar uma aula extraordinária sobre protagonismo. Enquanto toda a mídia internacional ficou centrada em dar destaque a jogadores que fazem gol, como Neymar, Yamal, Mbappé, Messi, Kane, Vinicius Júnior … no campo, com a bola correndo, o protagonismo foi completamente outro. A inteligência tática de Rodri, da Espanha, foi o grande destaque do esporte. Essa surpresa, por merecimento, já havia ocorrido na Bola de Ouro, mas os comunicadores não aprenderam a lição. Meses atrás Rodri já havia surpreendido quem insiste em ver o futebol apenas pela lógica de quem faz gol e, não, de quem pensa o jogo como um todo. Enquanto os comunicadores destacam os gols de Messi e Mbappé, Rodri pensava o jogo inteiro e distribuía a bola a partir do meio campo. Resultado: ganhou todos os prêmios. “Zerou o futebol’ como diz um post que colhi na Internet dia desse.
Os comentaristas esportivos ainda não aprenderam uma lição básica do futebol: esse esporte é coletivo. Sendo um esporte coletivo, precisa de alguém que pensa o todo, que distribui o jogo, que controla o ritmo, que cobra da equipe obediência tática … Rodri é tudo isso e, por isso mesmo, pegou novamente todo mundo de surpresa. Com o prêmio de melhor jogador da Copa do Mundo, superando até mesmo Messi, fica a grande lição a todos: não basta fazer gol, tem de pensar o coletivo.