Diretas-já
O amigo Bola Teixeira me enviou réplica de uma foto publicada no Jornal de Santa Catarina quando nós fizemos a cobertura do movimento Diretas-já em Balneário Camboriú, a 14 de janeiro de 1984. Eu apareço atrás de Tancredo Neves e Esperidião Amin, ao lado do prefeito de Porto União Alexandre Puzyna. Cheguei a fazer uma pergunta para Tancredo e saí do encontro de alma lavada por ter conhecido e falado com Tancredo Neves – um ícone da política brasileira. O jornalismo tem dessas coisas…
Cotas I
Está nas mãos do governador Jorginho Mello um projeto aprovado pela ALESC – Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina – terminando com a institucionalização de cotas nas universidades instaladas em Santa Catarina. Se o governador assinar a lei, sem qualquer veto, instituições como a Univali, poderão ficar fora de programas do Governo Federal, como é o caso do PROUNI – Programa Universidade para Todos, e, FIES – Fundo de Financiamento Estudantil. Isso, porque esses programas federais exigem a utilização de cotas para beneficiar minorias e categorias menos favorecidas da sociedade.
Cotas II
O governador ficou em uma sinuca de bico entre as entidades educacionais e a ala ideológica radical na ALESC. Um grupo de deputados que legisla por critérios ideológicos, deixando de lado o bom senso e o interesse comum da população catarinense. Todos, deputados e governador, estão jogando para a plateia, buscando melhor posicionamento no cenário eleitoral do próximo ano – que já começou a se movimentar rapidamente em julho deste ano. (ou será que nunca parou ….?)
Cotas III
O projeto em mãos do governador coloca as instituições educacionais de Santa Catarina de frente com a política educacional do Governo Federal. A busca da inclusão para pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência atinge em Santa Catarina cerca de 22 mil estudantes, 151 instituições particulares (Prouni) e 62 universidades (Fies). Palhaçada, é o nome disso que os políticos catarinenses estão fazendo.
Alucinação I
Tá começando a ficar sério esse negócio do boicote às sandálias Havaianas. Parece uma alucinação coletiva, um Brasil Paralelo … Já tinha visto boicotes anteriores a marcas de grande porte por grupos de esquerda e direita (Bis, Avon, McDonald’s, Coca-Cola, Renner, Madero …), contudo, nada se iguala ao que está acontecendo neste Natal com as Havaianas.
Alucinação II
A alucinação coletiva no boicote às sandálias Havaianas demonstra o risco do país entrar em convulsão social a partir de um pretexto qualquer, mesmo que seu conteúdo não tenha qualquer relevância política ou social. A massa se movimenta rapidamente sem pensar nas consequências futuras. Acaba, ali na frente, linchando, incendiando, depredando, perseguindo minorias … como ocorreu no Nazifascismo, nas revoluções culturais do Comunismo oriental, etc.
Alucinação III
Agora, o fenômeno está sendo potencializado pelas redes sociais e o gatilho pode estar em mãos de jovens inexperientes, populistas, radicalizados e revisionistas … Pior, é uma tendência mundial e não tem como parar o processo. Trata-se dos caprichos da história. Ela começou, aqui no Brasil, com a esquerda identificando McDonald’s e Coca-Cola como símbolo da presença imperialista americana no Brasil e, agora, é a vez da direita identificar e boicotar suas marcas inimigas.
Alucinação IV
A alucinação é tão rápida que sequer dá tempo de líderes e povão promoverem reflexão sobre o que estão fazendo e qual a consequência de seus atos. No caso das Havaianas, por exemplo, 90% dos empresários que comercializam a marca são de direita, e serão eles os mais prejudicados com o boicote à marca. Isso demonstra o quanto esses movimentos ideológicos relâmpagos trazem de perigo para toda a sociedade, até mesmo para aqueles que o alimentam.
Alucinação V
Por isso, que na coluna de ontem eu falei tratar-se de um ouroboros. Um símbolo milenar da cultura egípcia contendo uma cobra que se alimenta mordendo o seu próprio rabo, formando um círculo (veja na Internet). No lugar de devorar o adversário, acaba devorando a si próprio num processo de retroalimentação contínua. O radicalismo se alimenta de radicalismo.
Alucinação VI
Na minha avaliação, bem pouca coisa mudou na imagem das Havaianas. Quero crer que elas continuarão sendo reconhecidas pela população brasileira como a melhor arma contra as baratas … as pequenas e as grandes.
AGENDA DEZEMBRO
* até 13 de janeiro 2026 – a abstração em diálogo com a literatura – Paulo Rosaé – Galeria da Casa da Cultura Dide Brandão.
* até 13 de janeiro de 2026 – Raízes – Rafael Saldanha – galeria da Casa da Cultura Dide Brandão.
* até 05 de janeiro – Recesso da Câmara de Vereadores.
* 27 a 31 de dezembro – Reveillon – Beira Rio e Molhes da Barra do Rio Itajaí.
AGENDA DE JANEIRO
– 06 de janeiro – Segundo Festival de Ternos de Reis – palco defronte à Casa da Cultura Dide Brandão – 19 horas.
– 08 de janeiro – Posse do pároco Márcio Vignoli na Paróquia do Santíssimo Sacramento do Itajaí – 19 horas.