A vida tem a capacidade de nos surpreender sempre. Hoje, por exemplo, foi um dia de surpresas positivas porque encontrei pessoas muito interessantes onde esperava encontrar apenas objetos jogados fora. Fui visitar alguns estabelecimentos que trabalham com sucatas para ver se comprava bancos de jardins de ferro bem maltratados pelo tempo e uso. Queria decorar meu pomar/horta/jardim da casa de praia.

O primeiro estabelecimento que visitei foi o tradicional ‘Inivio Tomio’, agora instalado na Barra do Rio. Acabei lembrando do tempo de criança no Bairro São João, quando tínhamos o hábito de fazer uma varredura criteriosa em todos os terrenos baldios para recolher ossos enterrados pelos cachorros vira-latas e vender a quilo no ferro-velho do Tomio que ficava bem defronte ao Porto de Itajaí. Lembrei também que visitávamos as oficinas mecânicas da região atrás de metais, principalmente cobre. Tudo era levado para o Tomio e dali saíamos com alguns trocados para comprar papel de seda para fazer pandorgas ou comprar bolinhas de gude. Fiquei emocionado e muito feliz pela oportunidade de lembrar momentos felizes de minha infância.

Em um outro estabelecimento acabei encontrando uma frequentadora do grupo do Facebook “Itajaí de Antigamente”, a Luiza Maria, com quem mantive uma longa conversa sobre a história de Itajaí e, principalmente, sobre a Família Herbst e o bairro de Cabeçudas. No meio do ferro-velho lá estávamos nós conversando sobre o passado de nossa cidade e a importância de preservar a memória de nossos antepassados.

Não encontrei os bancos velhos, corroídos pelo tempo e uso, mas encontrei pessoas maravilhosas que demonstraram certa identidade comigo por também se preocuparem com a história de nossa cidade e nossa gente.

No meio de sucatas encontrei intactas as minhas memórias de infância e muito da história de Itajaí e das famílias que contribuíram para o desenvolvimento da cidade, como é o caso da Família Herbst.

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Last Modified: abril 22, 2026