O brasileiro, há muito, transformou o futebol em sinônimo de nossa identidade nacional. A bola é vista quase como um quarto símbolo nacional, fazendo companhia à bandeira, hino e brasão. É difícil de retratar culturalmente o Brasil sem falar de samba e futebol. E, obviamente, isso vale para Itajaí e seu povo.
Acontece que esta semana eu fui ver o jogo do Marcílio contra a Portuguesa Paulista e sai antes de terminar o jogo devido ao tédio que tomou conta de mim. Um jogo sem emoção, burocrático, triste. Em contrapartida, depositei todas as minhas esperanças na seleção brasileira, no domingo. Não deu outra, perdeu para a Noruega e deixou pelas portas dos fundos a Copa do Mundo realizada na América do Norte.
Apesar do futebol continuar sendo nosso quarto símbolo nacional, podemos afiançar que as coisas não andam nada bem para nós nos contextos internacional e local. O Marcílio Dias sofre para montar um time razoável visando competir na Divisão D do Campeonato Brasileiro, enquanto a seleção está sem rumo há décadas. Sem futebol de qualidade resta ao brasileiro, agora, voltar-se para as eleições de final de ano. Sem ufanismo terá de ir às urnas escolher seu novo presidente, governador, senadores, deputados estaduais e federais. Essa gente que renova mandatos, mas não renova práticas. A ‘Pátria de chuteiras’ vai descalça para as urnas. Descalça e sem esperança …!